Inspirou-se, a princípio, olhando através das janelas e corredores dos trens. Em suas viagens diárias, ao invés de acompanhar os ponteiros do relógio e as paisagens lá de fora, tratou de acompanhar as expressões lá de dentro. Observava os passageiros – uns de olhos atentos, outros absortos, enquanto o trem rangia nos trilhos de Glasgow até Gourock, na costa oeste da Escócia.
E Wil despertou seu talento entre essas personagens que estariam, mais tarde, esboçadas em seu velho moleskine. Todos os dias, ao pegar o trem, sacava seu lápis-pincel e desenhava os momentos das pessoas. Era como um diário – mas não de palavras, e sim de imagens. Escolheu a técnica watercolor em moleskine por gostar da forma como a imagem se compõe no material.

Loony Dook 2010
Mais dos trabalhos do artista pode ser encontrado em seu site.
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